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Há quase pelo menos 20 anos, o bicudo se calou. O Pássaro de bico diferente e glamuroso sumiu da natureza em virtude da caça e destruição de seu habitat. Um grupo de pesquisadores porém, na primeira quinzena de novembro/15, introduziu as aves em seu ambiente natural, local sigiloso até então, no interior de São Paulo, em virtude da segurança dos pássaros.O Objetivo ao longo prazo, é criar uma nova população destes pássaros. Segundo o IBAMA, o animal está "criticamente ameaçado". O Brasil deve ter no máximo 200 bicudos soltos, estima o ornitólogo Luis Fábio Silveira, curador das coleções ornitológicas do Museu de Zoologia da USP e coordenador do Projeto. No estado de São Paulo, o pássaro será extinto.

Serão reintroduzidos na natureza, 10 casais do pássaro, aos poucos. Serão monitorados pelos ornitólogos e protegidos pela polícia ambiental e seguranças privados.

O pássaro de canto especial, som flauteado pode valer até R$ 80 mil, ouve-se relato de casos onde foi negociado por R$ 330 mil.

Parte dos pássaros doados para o projeto veio de criadores. São aves que nasceram em cativeiro. Se há no máximo 200 bicudos na natureza, há cerca de 50 mil bicudos em cativeiro, segundo os criadores.

Diretor ambiental da FEOSP (Federação Ornitológica de SP), Adir Dias da S. Jr. admite que um ancestral dos pássaros que cria já foi antescaçado. Hoje, "o que vai salvar o bicudo é a sua criação em cativeiro, com a reprodução em casa", diz ele, que é um dos doadores. Seu objetivo de vida, conta, é criar um filhote "que cante perfeito". A perfeição no caso, seria chegar aos pés do Batuque ou do Fiote, dois bicudos célebres no país por criar, entre os anos 70 e 90, "padrões reais", sucessões de mais de 20 notas musicais de passarinho.

É improvável que os bicudos que serão soltos atinjam essa afinação. Sem Bicudos maestros ou CDS com o som perfeito para escutar, vgão enfrentar outros desafios.

Sinalizados com anílhas, estão num viveiro de 3 metros quadrados no meio da reserva ambiental, sujeitos a chuva, sol e vento dos quais estavam protegidos no cativeiroe com os quais terão que se acostumar agora. No processo, um morreu. Os outros estão adaptando-se bem, segundo o ornitólogo Flávio Ubaid, que participa do Projeto. Antes de serem soltos, ficarão no viveiro cerca de 10 dias, um tempo teste de adaptação.

A soltura será "branda", conta Silveira, uma técnica que deixa a gaiola com água e comida, como referencial do pássaro. De uma alimentação base de ração de cativeiro e sementes no viveiro, passarão a se alimentar na natureza com capim-navalha.

Também estarão expostos a predadores como gaviões e corujas. O sinal de sucesso do projeto será a reprodução das aves em seu novo lar.

 

 

 

 

Portaria Ibama 117/97, que dispões sobre a comercialização de animais vivos, abatidos, partes e produtos da fauna silvestre

Ao contrário do que se pode imaginar a criação de animais em cativeiro contribui muito para a preservação das espécies, uma vez que reduz o extrativismo, da caça predatória e gerando conhecimentos sobre as espécies que auxiliarão no seu manejo na natureza.

Os criadores de pássaros no Ceará realizam trabalho de referência no País na preservação das aves